quarta-feira, 1 de agosto de 2012

O Ambiente Natural


À porção seca chamou Deus Terra e ao ajuntamento das águas, mares. E viu Deus que isso era bom. Gênesis 1:10



Pai e Filho empenharam-Se na grandiosa, poderosa obra que tinham planejado – a criação do mundo. A Terra saiu das mãos de seu Criador extraordinariamente bela. Havia montanhas, colinas e planícies, entrecortadas por rios e lagos. A Terra não era uma extensa planície. A monotonia do cenário era quebrada por montanhas e colinas, não altas e abruptas como hoje são, mas de formas regulares e belas. As rochas altas e desnudas não podiam ser vistas sobre ela, mas estavam debaixo da superfície, correspondendo aos ossos da Terra.
As águas estavam distribuídas regularmente. As montanhas, as colinas e as belíssimas planícies eram adornadas com plantas, flores e altas e majestosas árvores de toda espécie, muitas vezes maiores e mais belas do que são agora. O ar era puro e saudável, e a Terra parecia um nobre palácio. [...]
Depois que a Terra foi criada, com sua vida animal, o Pai e o Filho levaram a cabo Seu propósito, planejado antes da queda de Satanás, de fazer o homem à Sua própria imagem. Eles tinham atuado juntos na criação da Terra e de cada ser vivente sobre ela. E agora, disse Deus a Seu Filho: “Façamos o homem à Nossa imagem” (Gn 1:26). Ao sair Adão das mãos do Criador, era de nobre estatura e perfeita simetria. Tinha mais de duas vezes o tamanho dos homens que hoje vivem sobre a Terra, e era bem-proporcionado. Suas formas eram perfeitas e cheias de beleza. Sua pele não era branca ou pálida, mas rosada, reluzindo com a rica coloração da saúde. Eva não era tão alta quanto Adão. Sua cabeça alcançava pouco acima dos seus ombros. Ela, também, era nobre, perfeita em simetria e cheia de beleza.
Esse casal, que não tinha pecados, não fazia uso de vestes artificiais. Estavam revestidos de uma cobertura de luz e glória, tal como a usam os anjos. Enquanto viveram em obediência a Deus, essa veste de luz continuou a envolvê-los. Embora todas as coisas que Deus criou fossem belas e perfeitas, e aparentemente nada faltasse sobre a Terra criada para fazer Adão e Eva felizes, ainda manifestou Seu grande amor plantando para eles um jardim especial. [...] Esse belo jardim devia ser o seu lar, sua residência especial (ST, 9/1/1897).

terça-feira, 31 de julho de 2012

Dedicação ao Serviço do Mestre!


Grandes e admiráveis são as Tuas obras, Senhor Deus, Todo-Poderoso! Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei das nações! Quem não temerá e não glorificará o Teu nome, ó Senhor? Pois só Tu és santo; por isso, todas as nações virão e adorarão diante de Ti. Apocalipse 15:3, 4



Deus agirá sobre homens de posição humilde para proclamar a mensagem da verdade presente. Muitos desses estarão correndo para cá e para lá, direcionados pelo Espírito de Deus a levar a luz aos que estão em trevas. A verdade será como um fogo a arder-lhes nos ossos, enchendo-os de um fervoroso desejo de iluminar aqueles que estão em trevas. Muitos, mesmo entre os iletrados, proclamarão a Palavra do Senhor. Crianças serão impelidas pelo Espírito Santo a sair e anunciar a mensagem do Céu. O Espírito será derramado sobre aqueles que se submeterem a Suas incitações. Sacudindo os antiquados regulamentos e movimentos cautelosos dos homens, se unirão ao exército do Senhor.
No futuro, homens de vida simples serão impressionados pelo Espírito do Senhor a deixar seu emprego para se dedicar à proclamação da última mensagem de misericórdia. Tão rápido quanto possível, estarão preparados para esse trabalho, e o êxito vai coroar seus esforços. Cooperam com as agências do Céu; porque estão dispostos a gastar-se completamente no serviço do Mestre. Ninguém está autorizado a impedir esses obreiros. Serão abençoados por Deus na proclamação da grande comissão. Nenhuma palavra de reprovação deve ser dirigida contra esses que semeiam a semente do evangelho nos lugares mais difíceis.
As melhores coisas da vida – simplicidade, verdade, pureza e imaculada integridade – não podem ser compradas ou vendidas; são de graça [...]
Obreiros humildes que não confiam na sua própria força, mas que trabalham com simplicidade, confiando sempre em Deus, irão compartilhar o regozijo do Salvador. Suas perseverantes orações atrairão pessoas à cruz. Cooperando com eles, no esforço de sacrifício próprio, Jesus opera sobre os corações, produzindo milagres de conversão. Homens e mulheres se reunirão na igreja para a adoração Casas de oração serão edificadas, e escolas estabelecidas. O coração dos obreiros se encherá de regozijo ao verem a salvação de Deus (T7, p. 26-28).

segunda-feira, 30 de julho de 2012

"Estude as Palavras de Cristo"


Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo. João 1:17



Jesus era a luz do mundo. Ele veio de Deus com uma mensagem de esperança e salvação para os filhos caídos de Adão. Se tão-somente homens e mulheres O receberem como seu Salvador pessoal, Ele prometeu restaurá-los à imagem de Deus e redimir todos que se houverem perdido pelo pecado. Ele apresentou aos seres humanos a verdade, sem nenhum filete de erro entrelaçado. Quando ensinava, Suas palavras vinham com autoridade, pois falava com conhecimento positivo da verdade.
O ensino dos mortais é completamente diferente dos ensinos de Cristo. Existe uma constante tendência da parte dos seres humanos de apresentar suas próprias teorias e opiniões como assunto digno de atenção, mesmo quando não se fundamentam na verdade. São muito persistentes em suas idéias errôneas e opiniões inúteis. Sustentam firmemente as tradições da humanidade, e as defendem tão vigorosamente como se fossem a verdade genuína. Jesus declarou que todo aquele que fosse da verdade ouviria a Sua voz.
Quão maior poder acompanharia a pregação da Palavra atualmente se os ministros dessem menos ênfase a teorias e argumentos humanos e mais ênfase às lições de Cristo e à piedade prática. Aquele que se encontrara no conselho de Deus, que habitara em Sua presença, estava bem familiarizado com a origem e com os elementos da verdade, e compreendia sua relação e importância para a humanidade. Ele apresentou ao mundo o plano da salvação e revelou verdade da mais elevada ordem, até mesmo as palavras de vida eterna.
Patriarcas, profetas e apóstolos falaram ao serem movidos pelo Espírito Santo, e declararam plenamente que não falaram por seu próprio poder, nem em seu próprio nome. Não desejaram que crédito algum fosse a eles atribuído, que ninguém os considerasse originadores de qualquer coisa acerca da qual pudessem se gloriar. [...]
Cristo é o Autor de toda a verdade. Todo conceito brilhante, todo pensamento de sabedoria, toda capacidade e talento dos homens, é dom de Cristo. Não tomou Ele emprestadas novas idéias da humanidade, pois Ele deu origem a todas (RH, 7/1/1890).

domingo, 29 de julho de 2012

Tempo Para Orar e Estudar!


Os outros, os semeados entre os espinhos, são os que ouvem a palavra, mas os cuidados do mundo, a fascinação da riqueza e as demais ambições, concorrendo, sufocam a palavra, ficando ela infrutífera. Marcos 4:18, 19



Cristo especificou as coisas que são perigosas para a alma. Como relata Marcos, menciona Ele os cuidados deste mundo, os enganos das riquezas e as ambições de outras coisas. Lucas especifica: cuidados, riquezas e deleites da vida. Estes são os que sufocam a Palavra, a crescente semente espiritual. A alma cessa de extrair alimento de Cristo, e extingue-se no coração a espiritualidade.
“Os cuidados deste mundo” (Mt 13:22). Nenhuma classe está livre da tentação de cuidados deste mundo. Aos pobres a labuta, privação e temor de pobreza trazem perplexidades e fardos; aos ricos vêm o temor de perda e uma multidão de ansiosas preocupações. Muitos dos seguidores de Cristo esquecem as lições que Ele nos ordenou aprender das flores do campo. Não confiam em Sua constante providência. Cristo não pode carregar-lhes os fardos, porque não os depõem sobre Ele. [...]
Muitos que podiam produzir frutos na obra de Deus tornam-se propensos a conquistar riquezas. Toda a sua energia é absorvida em empreendimentos comerciais, e sentem-se obrigados a desprezar as coisas de natureza espiritual. Deste modo separam-se de Deus. [...] Devemos trabalhar para que possamos dar alguma coisa aos necessitados. Os cristãos precisam trabalhar, precisam ocupar-se em atividades, e podem fazê-lo sem cometer pecado. Mas muitos se tornam tão absortos em negócios que não têm tempo para orar, para estudar a Bíblia, para procurar e servir a Deus.
Às vezes os anseios da alma são pela santidade e o Céu; mas não há tempo para retrair-se do tumulto do mundo para ouvir as palavras majestosas e autorizadas do Espírito de Deus. As coisas da eternidade são tidas como secundárias, e as do mundo, supremas. [...]
Muitos que agem com propósito muito diferente, caem no mesmo erro. Estão trabalhando para o bem de outros; seus deveres são urgentes, muitas as responsabilidades, e permitem que sua labuta exclua a devoção. [...] Caminham separados de Cristo, sua vida não está impregnada de Sua graça, e as características do eu são reveladas (PJ, p. 51, 52).

sábado, 28 de julho de 2012

Esperança ao Caído


E vos renoveis no espírito do vosso entendimento, e vos revistais do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade. Efésios 4:23, 24



Cristo reprovava com fidelidade. Jamais viveu alguém que odiasse tanto o mal; ou alguém que o condenasse tão destemidamente. A todas as coisas falsas e vis, Sua própria presença era uma reprovação. À luz de Sua pureza os homens se viam impuros, e medíocres e falsos os objetivos de sua vida. Não obstante, Ele os atraía. Aquele que criara o homem compreendia o valor da humanidade. Condenava o mal como o inimigo daqueles que procurava abençoar e salvar. Em cada ser humano, apesar de decaído, contemplava um filho de Deus, ou alguém que poderia ser restaurado aos privilégios de seu parentesco divino.
“Deus enviou o Seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele” (Jo 3:17). Olhando aos homens em seu sofrimento e degradação, Cristo entrevia lugar para esperança onde apenas apareciam desespero e ruína. Onde quer que se sentisse a percepção de uma necessidade, ali via Ele oportunidade para reerguimento. As pessoas tentadas, derrotadas, que se sentiam perdidas, prontas a perecer, Ele defrontava, não com acusações mas com bênçãos.
As bem-aventuranças foram a Sua saudação à família humana toda. Olhando para a vasta multidão reunida para ouvir o Sermão da Montanha, parecia Ele por momentos haver-Se esquecido de que não estava no Céu, e empregou a saudação usual no mundo da luz. De Seus lábios brotaram bênçãos como o jorro de uma fonte havia muito fechada.
Desviando-Se dos ambiciosos e bem-favorecidos deste mundo, declarou serem bem-aventurados os que, embora grandes as suas necessidades, recebessem Sua luz e amor. [...]
Em cada ser humano Ele divisava infinitas possibilidades. Via os homens como poderiam ser, transfigurados por Sua graça – na “graça do Senhor, nosso Deus” (Sl 90:17). Olhando para eles com esperança, inspirava-lhes esperança. Encontrando-os com confiança, inspirava-lhes confiança. [...] Em muitos corações que pareciam mortos para as coisas santas, despertavam-se novos impulsos. A muito desesperançado abriu-se a possibilidade de uma nova vida (Ed, p. 79, 80).